
Tava ali, bem na minha frente e eu ainda não tinha me dado conta completamente.
Eu sempre o procurei em todos os cantos, em todas as equinas, em todos os bares, em todos os lugares possíveis e imagináveis e até nos impossíveis e inimagináveis, o procurei em todos os caras errados e ele tava o tempo todo ali.
Sempre presente, mesmo que não fisicamente, sempre a postos, e disposto a me fazer a mulher mais feliz da face da terra, em qualquer que seja a circunstância, e eu, quebrando cabeça nas mais loucas e desnecessárias tempestades.
Ele é doce, me faz rir como uma maluca, me enche de amor sem siquer ter me tocado, me invade de saudade quando o contato é inviável, e enche meu coração da mais profunda felicidade só pelo simples fato de existir, esteja ele onde estiver.
Um sorriso dele e meu dia se enche de alegria, e agora eu tô aqui, na maior ansiedade do mundo porquê ele não tá on-line e a plaquinha dele insiste em não subir.
Tantos sentimentos guardados em uma caixinha que só não está abarrotada porque sua capacidade é infinita, tanto amor, tanto desejo, tanta saudade, entre tantos outros tantos que só aumentam o meu desejo mais profundo, o desejo de que passem logo as horas, passem os dias, passem os meses, passem os anos.
Já começei a pagar o consórcio do amor, todos os dias eu deposito um pouquinho de amor e de carinho, pra quando chegar a hora, eu dar um belo lance e arrematar de uma vez por todas esse presente que Deus generosamente, me deu.

'Eu encontrei, quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou, foi pra eu merecer
Antes um mês, eu já nem sei
Até quem me vê, lendo jornal na fila do pão
Sabe que eu te encontrei'
(Los Hermanos)